Sobre sexo de qualidade e sutilezas

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Sobre sexo de qualidade e sutilezas

Sobre sexo de qualidade e sutilezas | Belas61

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Sobre sexo de qualidade e sutilezas…

Você trabalha como acompanhante pelo dinheiro ou pelo apreço por sexo, enfim, pelo fetiche em fazer sexo e receber?

Resposta correta, se for sincera: “Por AMBOS”.

Por quê? Aquela que trabalha só por gostar de sexo deixa de ser acompanhante de luxo e corre o risco de cair na vulgaridade de transar com qualquer homem por valores precários. Perde a seletividade, a fineza e o “luxo”.

A exclusivamente fã da grana pode se tornar entediante, fria e chata. É o tipo de profissional que, por mais bonita, nova, educada ou simpática que seja, não pode ser qualificada como “boa acompanhante”: “Ai, não gosto de anal, sinto dor, mas faço porque ganho mais”, daí no meio da transa é o tal do “goza logo, amor”. (Detalhe: chamar cliente de “amor”, a meu ver, já é um rebaixamento de “carreira”… Risos…).

Sabem aquela frase clichê “escolha um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um dia na vida”? Sim, lindinha, ela também vale para o nosso oficio! Se algumas coisas são “sacrificantes” para você resta-lhe deixar de fazê-las ou mudar de profissão. Ou se conformar em ser uma profissional de belas fotos, mas medíocre.

Cronometrar encontros? É ruim, é feio. Tente ser discreta para acompanhar o tempo do encontro. Aprenda: clientes gostosos fazem você perder a noção do tempo e os ruinzinhos costumam ser bons de papo, maneire na sua ansiedade para ficar só e aproveite o que o sujeito tem de melhor. Estabeleça, animicamente, uma “compensação”, tipo as que fazemos com comida em fase de dieta, tipo: exagerei no chocolate, vou maneirar na espumante? O gostoso supre (compensa) a frustração com o moço ruim de língua e pegada, mas, bem ou mal, no final sempre estará lá o seu doce cache!

É fundamental atender cada cliente com ânimo, com entrega, após um bom e relaxante banho. Neste momento você já deve começar a pensar no que lhe excita para entrar psicologicamente no clima, numa prévia ao encontro. Beijos na boca? Sem eles eu, pessoalmente, não me excito. E sou totalmente avessa ao uso de lubrificantes, nunca usei na vida nem para o (meu preferido) anal. Gosto de usar a minha lubrificação natural, todavia, sem bons beijos, não há como ficar molhada!

Tente distrair o cliente desde o principio de que ao final ele deverá lhe pagar, solte-se, brinque, haja com espontaneidade, aproveite a transa! Sexo é tão bom que até quanto é ruim é bom! Enfim, relaxe e goze! Na hora de se despedir receba, evite contar o dinheiro na frente do cidadão e se despeça.

Tentem sempre melhorarem e nunca esqueçam que existem caras abastados e desclassificados, sem “luxo” algum e são estes os que, normalmente, nos que incomodam pedindo fotos intimas. Os clientes valiosos se contentam com o material do site e ligam apenas para marcar.

Entendam que o “luxo” não está no corpo, no bumbum, nos músculos, nas fotos de revistinha de péssima categoria, mas no papo, na forma de se portar, na cultura, na forma de bem tratar ao cliente, nos bons diálogos, no sexo bem feito e nos orgasmos sentidos.

Ah, sobre nossa aparência e roupas: sejamos sutis! Não há necessidade de vestir-se indiscretamente no dia a dia, uma acompanhante de luxo atrai pela discrição e classe. Algumas criaturas tem um “puta” na testa em virtude das vestes, cabelos, postura! Ora, mulheres, pra que isso? “Putices” a gente pratica entre quatro paredes, há o momento certo pra ser puta sem ser estigmatizada. Peque pela elegância, pela finesse e, em ultimo caso, contrate uma personal stylist, mas não deixe de focar na fineza!

Há hora para tudo. Para chupar, ser chupada, para gozar até derreter e há horas de mostrar, através de nossos atos e elegância, que o fato de sermos acompanhantes e fazermos sexo por dinheiro não nos torna vulgares ou inferiores a pessoa alguma.

Cláudia de Marchi

Sobre o autor:

Cláudia De Marchi, codinome Simone Steffani, blogueira desde 2007, advogada desde 2005, pós-graduada e ex-professora universitária e agora, colunista do Belas61. Fui uma mulher excelente em relacionamentos amorosos sérios e péssima em aceitar o comodismo de quem acha que “eu te amo” é titulo translativo de propriedade.

Um comentário

  1. O Pior Homem do Mundo 30 de outubro de 2016 at 21:22 - Reply

    Clientes gostosos não vão aparecer diante de ti com a frequência que você espera, logo esperar por ele pode te trazer decepções que vai interferir na qualidade do seu atendimento. Se você presta um atendimento excelente a clientes gostosos e não corresponde da mesma forma com todos os outros, então você não presta um atendimento de excelência.
    Essa discussão sempre ruma para a máxima comparação sobre a satisfação que temos por nosso trabalho, e a bem da verdade a grande maioria não está plenamente satisfeito, simplesmente porque não depende somente de nós. Um médico pode se sentir exausto ao fim da sua jornada de trabalho e refletir isto sobre seu atendimento, um vendedor pode se sentir irritado com um cliente impertinente, um advogado decepcionado ao perder uma ação, etc. Somos humanos, e fazemos o melhor para dar de nos o melhor para os outros, mas nem sempre temos êxito e por isso esperamos compreensão. Fazemos pelo dinheiro com a consciência que só ganharemos este dinheiro se fizermos o melhor a cada dia superando as coisas sacrificantes da nossa profissão.

    A acompanhante tem que fazer o melhor possível, dentro das suas condições, para agradar a todos os seus clientes. Procurar contornar os momentos sacrificantes oferecendo descontração, compreensão, bom papo e sexo bem feito é o que fará a diferença pra acompanhante e para o cliente.

    E dentro desta observação ela pode sim fazer pela grana, desde que tenha a consciência que aquela grana só vai voltar se tiver tido uma boa experiência.

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