Sobre a seletividade das acompanhantes e respeito.

//Sobre a seletividade das acompanhantes e respeito.

Sobre a seletividade das acompanhantes e respeito.

Sobre a seletividade das acompanhantes e respeito.

Sobre a seletividade das acompanhantes e respeito. Parça, senta aqui, vamos conversar: você é daqueles que acha que, porque a profissão da mulher é fazer sexo por dinheiro ela tem “obrigação” de sair com você? Bem, farei uma analogia à advocacia já que ela foi o meu primeiro e ultimo “trabalho”/emprego. Comecei na labuta “tarde”, após me formar aos 22 anos, antes eu só estudava e malhava como uma típica filha única mimada de classe média no inicio deste século.

Vamos lá: chega um cliente no seu escritório, disposto a pagar o que for para você entrar com uma ação cujos fundamentos são totalmente implausíveis e ferem os seus princípios morais e conhecimento jurídico. Você pode ou não pode sugerir ao cidadão que ele procure outro colega? Pode sim, irmãozinho, pode sim! Aliás, deve, porque ninguém é obrigado a nada nesta vida. Tá até lá, na Constituição Federal de 1988, tão pisoteada ultimamente, mas firme e forte apesar do Ulysses Guimarães estar no fundo do oceano se contorcendo de decepção com o povo brasileiro.

Nós acompanhantes, sobretudo as que estão no oficio por escolha deliberada, gosto, predileção e vocação, estamos vivendo do que gostamos! Como qualquer profissional responsável, dedicado e que tem prazer (ainda que não sexual!) em exercer a profissão/trabalho escolhidos. E, quanto a isso, não nego: quando fazemos o que gostamos o trabalho não é “trabalhoso”, é instigante!

“Ah, mas como você pode gostar de transar com qualquer um?”, me pergunta o cidadão cristão sempre “sem preconceito”. Ora, querido, eu gosto de gente! Sobretudo, gosto de pênis e de beijo! Ademais, “qualquer um”? Quem disse que das, no mínimo, 6 ligações ou 10 whatsapp que eu recebo eu atendo a todos? Primeiramente, porque existem os sem talento até para conversar, os vulgares, os “esquisitos”, os que escrevem errado e os que falam de forma rude e tosca, em segundo lugar, porque pelo valor que eu Cláudia, cobro, não preciso de “alta rotatividade”: gosto de transas de qualidade mesmo!

Eu escolho com base nos meus critérios, fulaninha tem os seus, beltraninha também e, acredite, o fato de você ter o valor hábil a pagar a nossa hora não nos fará ter vontade de lhe atender se você não tiver aqueles “plus” que cada garota tem para si como relevante! Ora bolas, até a Geni tinha suas exigências, por que nós que fizemos do sexo uma profissão não teríamos? (vide canção clássica do grande e lindo Chico Buarque).

Eu mesma, nos meus não tão “idos” tempos de romantismo tive alguns namorados que, se hoje, me procurarem e me oferecerem 100 vezes o valor da minha hora para ficarem 15 minutos com eles, eu não aceitaria!

Nem tudo é “sobre” money, existe dignidade e necessidade de dormir em paz baby, como em todo e qualquer TRABALHO HONESTO!

Fato é que, quando existe um contato gentil, inteligente e educado, certa duvida excitante sobre “quem” é o outro, o nosso corpo responde mais facilmente com excitação! Em nosso trabalho existem apenas duas possibilidades de auto realização: não conhecer o cara, passar uma hora com ele, gozar, curtir, ou não e, neste caso, pegar nosso dinheiro, ir embora e bloquear o contato ou, já conhecendo o cliente, ter prazer em estar na sua companhia, o que não deve existir é antipatia. Explico: conhecer a pessoa de outras épocas, da televisão, da mídia, do restaurante da esquina, saber como ele age e pensa e atende-lo. Isso é uma violência física e psicológica auto impingida. Recuso-me!

É, para mim, o caso, de alguns políticos! (Falo por mim tá, leitores?! Tem muitas colegas que atendem e elas estão certas: pensando na sua conta bancária e luxos, e que, quiçá, ao contrário de mim, não sejam tão constitucionalistas e “leitoras” de politica! Eu, Cláudia de Marchi, é que sou “esquisitona” mesmo, afinal, como disse certa vez o grande Ariano Suassuna, “já fui de tudo na vida, até advogada”…).

Enfim, meu caro, não pense que você é o “pica das galáxias”, seja porque tem o pau grande, porque é bonito, rico, porque tem dinheiro pra nos pagar ou é famoso, se for do nosso arbítrio iremos recusá-lo sim! E você, sendo um cidadão, no mínimo civilizado, vai aceitar né? Sem nos chamar de “puta” no whatsapp? Até, porque, darling, essa palavra não nos ofende, mas deveria ofender, isto sim, a quem é tão tolinho que é dispensado por uma e ainda reage como uma criança de 12 anos.

Cláudia de Marchi

Sobre o autor:

Cláudia De Marchi, codinome Simone Steffani, blogueira desde 2007, advogada desde 2005, pós-graduada e ex-professora universitária e agora, colunista do Belas61. Fui uma mulher excelente em relacionamentos amorosos sérios e péssima em aceitar o comodismo de quem acha que “eu te amo” é titulo translativo de propriedade.

2 Comentários

  1. arlindo 19 de agosto de 2016 at 16:57 - Reply

    Parabéns Claudinha.
    Concordo com quase tudo. Menos que o Chico é lindo!
    Mandou bem!
    Parabéns de novo por citar o inigualável Suassuna!
    Bjs
    Arlindo

  2. Laércio 17 de agosto de 2016 at 17:56 - Reply

    Excelente texto. Útil no conhecimento dos homens para melhor tratamento para com as mulheres, independente da profissão. Parabéns!

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