Pervertido e imoral?

Pervertido e imoral?

Freud perpetuou seu nome na história dentre um dos mais brilhantes psicólogos de todos os tempos ao desenvolver a psicanálise, onde argumenta que o indivíduo é dotado de afeto, desejos e conflitos desde seu nascimento.

Tal teoria não foi facilmente aceita, mesmo no meio acadêmico, pois, na época, qualquer debate sobre sexualidade era considerado inadequado. Em seus estudos ele conclui que toda neurose seria provocada pela repressão das experiências de ordem sexuais desenvolvidas ainda na infância, período onde todo o ser descobre sua própria sexualidade ao obter os primeiros estímulos das zonas erógenas do corpo.

“Três ensaios sobre a teoria da sexualidade” Freud (1905)

Se o processo da descoberta da sexualidade humana é algo natural a todos nós, porque não sabemos compreender e lidar com isso? Porque categorizamos nossos fetiches, desejos, e sensações como sentimentos e sensações pervertidas? Por qual razão tendemos a recriminar e inibir estes sentimentos?

Afinal de contas o que seria normal? Por convenção social o conceito de normalidade seria fundado naquilo que não contraria às leis, normas e regras da nossa sociedade. Entretanto, o que é considerado normal dependerá da cultura de cada sociedade. Assim sendo temos culturas diferentes com conceitos, leis e normas distintas de outras culturas, logo, o comportamento social não se estabelece em padrões pré-estabelecidos e sim pela percepção que a coletividade da população tem acerca de cada conceito.

A perversão natural na antiguidade

 Na antiguidade, o sexo e a sexualidade eram encaradas com maior naturalidade e os desejos e fetiches não eram reprimidos, a necessidade que o indivíduo sentia em exprimir estes sentimentos, propiciou o surgimento de estabelecimentos concebidos para seus atos de libertinagem. Havia cortesãs, em todas as esferas sociais, desde as que serviam aos reis em templos sagrados às divindades sexuais até as que atendiam o cidadão comum, ambas eram tidas em alta estima e não havia estigmas, pois, essas mulheres tinham acesso à cultura e tinham independência financeira.

Na Mesopotâmia em 3.200 A.C ter acesso ao sexo pago era algo comum, acessível a todo homem. Na Pompeia, uma cidade do império Romano, havia profissionais do sexo feminino e também masculino

O sexo nestas sociedades era tido como algo sagrado e os órgãos sexuais eram reverenciado em esculturas decorativas que ornamentavam os templos e as casas em devoção a Vênus, Marte, Mercúrio, Eros, Príapo, Dionísio Baco e muitos outros que foram imortalizados na mitologia.

Com o surgimento da religião judaico-cristã o cristianismo difundiu os seus dogmas e tradições, estabelecendo o culto a um único deus e evangelizando por meio de doutrinas que presavam pelo relacionamento monogâmico entre seres do sexo oposto e a concepção do ato sexual com o único propósito de reprodução.

Logo, toda referência e culto a deuses e divindades com personalidade próprias foram sendo abolidas sistematicamente. Fora necessário criar uma sociedade patriarcal e consequentemente o papel da mulher passou a ter uma relevância menor dentro da vida política, social e religiosa da sociedade.

A percepção da normalidade

Antes de Freud lançar seu olhar sobre este tema, por volta de 1896 a perversão fora considerada uma doença ou algo de desordem orgânica e anormal, uma patologia degenerativa do sistema nervoso.

Na obra “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade –  Freud 1905” a criança é um sujeito sexual que constantemente se experimenta e se descobre. A partir daí, desse experimentar e descobrir é que nos damos conta do nosso sexo. O significado e percepção da nossa sexualidade toma definição a partir das nossas ações e pensamentos. Em outras palavras, somos produto de nossas experiências e vivências e adquirimos um “sentido pessoal” acerca de tudo isso. Caberia a nós, portanto, a atribuição de significado daquilo que consideramos parte natural de nós.

Nosso instinto é natural, é parte da nossa biologia e fisiologia, pois reagimos naturalmente a estímulos e formulamos o que nos excita antes mesmo antes de estarmos em contato com uma determinada experiência. A vasta lista de fetiches classificados vai desde praticas socialmente aceitáveis até ilegais, como por exemplo a zoofilia ou necrofilia, por certo, jamais serão socialmente aceitas e compreendidas porque recai sobre os princípios de legalidade do nosso código penal.

Outrora proibidos, muitas das práticas fetichistas conquistam cada vez mais adeptos e locais adequados como: Casas de swing, boates, clubes BDSM, baladas GLS, se tornam cada vez mais comum. A medida que o indivíduo conquista suas liberdades individuais e rompe com as convenções sociais impostas pelo moralismo o preconceito e os dogmas religiosos, nós passaremos a notar e aceitar estes espaços tão naturalmente quanto enxergamos os motéis hoje em dia.

Seja qual for o seu fetiche, tara ou fantasia você pode encontrar alguém que compartilha dos mesmos desejos. A maioria das acompanhantes estão habitualmente familiarizadas com algumas práticas que são desejos comuns entre seus clientes por isso, permita-se expor os seus sentimentos e desejos e conte com a compreensão e discrição absoluta que uma acompanhante pode lhe oferecer.

Claro, tudo é permitido desde que seja consensual!

Texto: Dionísio Baco – Colaborador Belas61.

By | Abril 17th, 2015|Categories: Garota de programa do século XXI|1 Comment

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Um comentário

  1. Luana VIP 29 de Abril de 2015 at 20:29 - Reply

    Conclusão: Vim ao mundo na época errada. Não quero adotar uma postura vitimista mas, nós mulheres, sofremos muito mais com os conceitos de normalidade exigidos para a vida em sociedade.
    Dionísio, mais um texto maravilhoso.

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