Vivemos em um mundo incoerente, hoje em plena a praia de Copacabana, ativistas do movimento feminista Bastardxs, tiraram a roupa para protestar contra prostituição, deitadas e despidas, apresentaram-se como um pedaço de carne servida como prato principal, em outro canto do Brasil alguém argumentava que virar acompanhante não era escolha, o perigo mora na generalização.

Certamente existem mulheres exploradas pela lucrativa indústria do sexo, mas senhores, acompanhantes de luxo ganham em média de 1.000 a 2.500 reais por dia. Em um argumento proferido por alguém completamente desenformado foi dito que elas são obrigadas a trabalhar com algodão no período menstrual e que isso não pode ser escolha, com mulheres exploradas, certamente isso ocorre, mas hoje, a grande maioria das acompanhantes trabalham de forma independente, gerenciam seus lucros, escolhem onde anunciar… e com os ganhos acima citados, certamente elas tem tempo e dinheiro sobrando para fazer uma pausa no período menstrual e muitas delas não fazem, mas por escolha própria!

Se o protesto fosse apenas contra a exploração sexual, sim haveria lógica, mas existe um mito cultuado por essas ativistas de que todas as mulheres que se prostituem são vítimas de algum modo de exploração, e a realidade é que muitas delas ingressam na profissão e permanecem nela por vontade própria, e não estamos falando de meninas inocentes de 17 anos enganadas por agenciadores e exploradores, estamos falando de mulheres de 25 ou 30 anos, algumas até com curso superior completo, e essas também recorrem a técnica do algodão, outras tomam anticoncepcionais de forma ininterrupta, protelando a menstruação, mas isso tudo é feito como escolha em prol de lucros maiores.

Feministas lutam pelo direito ao corpo, pela legalização do aborto e entoam gritos de “Meu corpo, minhas regras”, matar pode, ganhar dinheiro com o corpo não! Chega a ser de uma incoerência quase bestial exigir o direito de matar por escolha e não pleitear ou ainda pior lutar contra uma escolha feita de forma consciente de simplesmente obter lucro com o sexo, afinal se lutam pelo direito de escolha, que esse seja pleno! Parem de meter  o bedelho no corpo de quem escolheu viver do sexo! Novamente não podemos generalizar e nem todas as feministas apresentam essa mentalidade conflitante.

Lutem contra a exploração de menores, lutem por igualdade de direitos, querem aparecer? Façam isso sem se expor com idéias contraditórias, certamente serão levadas mais a sério! Ser puta, prostituta ou acompanhante é uma escolha… aprendam a respeitar!