O que é ser acompanhante de luxo?

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O que é ser acompanhante de luxo?

O que é ser acompanhante de luxo? | Belas61

O que é ser acompanhante de luxo?

Este texto terá sequencia e se destina às denominadas ou autodenominadas “acompanhantes de luxo”, não raras vezes belas, vaidosas, atenciosas e profissionais, mas com um “ego” um pouco equivocado/limitado acerca de si próprias e do que fazem. Logo, para falar acerca da profissão de acompanhante de luxo irei remeter, também, aos clientes que nos procuram.

Antes de adentrar no assunto convém diferenciar o termo acompanhante de luxo de “prostituta” e “garota de programa”: prostituta é a mulher que se vende a preço módico única e exclusivamente para sexo, é a jovem na sinaleira que chupa o pênis do cara que a aborda, etc.. É só sexo o foco dela e o foco da clientela dela.

“Garota de programa” é a prostituta mais “elaborada”, não tem o nível e desenvoltura da acompanhante e, tal qual a prostituta, atrai a clientela unicamente pela aparência, porque o foco é o ato sexual em si, sem dialogo e nada além disso. Viagens e coisas afins são exceções para as garotas de programa, pois via de regra, elas não são discretas e nem todas possuem cultura para que um cidadão inteligente passe dias a seu lado. E, acreditem, nem todos os homens se contentam em “meter” e ouvir gemidos, não raras vezes, notoriamente falsos.

A acompanhante de luxo une beleza, sofisticação, cultura, com tara por sexo, cultura e boa companhia. Faz gozar na cama e surpreende num restaurante de alto nível, numa viagem, numa convenção de negócios. Ela não é “diagnosticada” pela aparência, naquele estilo: “Nossa, que vulgar, só pode ser p****!”.

A clientela das acompanhantes de luxo também costuma ser mais seletiva, não por ter dinheiro, mas por ter classe, educação e finesse. E existem muitos ricos que não tem isso, mas a acompanhante de luxo não faz nada só pelo dinheiro. Dentro da palavra “luxo” incluem-se virtudes “quase” morais como autorrespeito, exigência e seletividade.

Bem, vamos a algumas perguntinhas:

  • Você se acha acompanhante de luxo por quais razões? É bonita? Sarada? Magrinha? Jovem? Experiente? Bem, partamos da seguinte realidade imutável do mundo do sexo e que vale tanto para homens e mulheres: gostosa (o) é quem fode gostoso, não à toa existem muitas gordinhas (os) muitíssimo bem acompanhadas (os) e fazendo qualquer signatária (o) da Gracyanne Barbosa passar vergonha no quesito tesão e “fogosidade”.
  • Você sabe diferenciar vinhos secos dos demi-sec e suaves? Cabernet e malbec de carmenere?
  • Quantas obras literárias você leu nos últimos meses? (Literárias, não falo de autoajuda, romance estadunidense insosso e afins).
  • Você conhece o Scorsese e o Tarantino? Sabe diferencia-los do Almodóvar? E você sabe quem é o Almodóvar?
  • Qual foi o ultimo contato com o estudo da história da humanidade e relações interpessoais que você teve em matéria de literatura?

Então, conseguiram responder?

Ecoaram muitos “que chato”, “coisa inútil”, “mas eu falo inglês…”? Acreditem, isso tudo é importante! O que você faz extra sexo tem relevância e gera diferenciais! Mulheres bonitas existem muitas, faltam mulheres interessantes!

Faltam cortesãs de luxo o que tento ser a cada dia. Enfim, cultura para as acompanhantes de luxo é o diferencial!

“Ah, mas eu faço Enfermagem”, “eu estou me formando em Direito” e mimimi… Minhas caras lhes serei acidamente sincera e me valerei de Michel Foucault: depois da década de 90 ter um diploma no Brasil não é mais elegante, “elitizado” ou sinônimo de glamour intelectual!

Existem universidades em que os alunos praticamente não têm concorrência no vestibular, passam decorando conteúdo e colando, ou seja, tal qual o gol do Neymar no final das Olimpíadas: fazer faculdade não é nada além da sua obrigação!

Ademais e no sentido da citação transcrita em nota de rodapé, é importante saber que fazer um curso superior não é sinônimo de cultura ou sabedoria.

Eu conheci médicos incultos, juízes que só sabiam falar “juridiquês”, doutores sem conhecimento de nada que não fosse atinente à sua respectiva área de atuação. Cultura tem a ver com leitura, conhecimentos gerais, curiosidade, inteligência emocional, boa música, cinema, bons autores e etc. Ser culto é poder passar horas conversando sobre diversos assuntos sem se tornar tediosa e começar a falar da sua dieta e das séries de agachamento na academia.

Mas, Cláu, eu sou bilíngue!”. Legal, importantíssimo, mas qual a média de clientes estrangeiros que você atende semanalmente onde reside? Enfim: o objetivo de uma boa acompanhante de luxo é a fidelização de clientela, todavia, para a sua consecução terá que encantar o cliente o que não se faz só pela bunda dura ou peitinho siliconado.

É a realidade darling!

“Ora, mas um cara infiel à esposa não será fiel comigo!”. Primeiramente, o que causa a infidelidade conjugal são causas diferentes. Via de regra o casamento é algo que nasceu fadado ao insucesso, em segundo lugar, clientes de luxo no aspecto intelectual, cultural e financeiro são seletivos, se você for boa de cama, gostosa, educada, inteligente, humorada e com bom papo pode conquistar ótimos clientes assíduos.

Todavia, não caia na “ridicularidade” carente de fazer confusão entre fidelização de cliente com namoro e nunca transe de graça, por ter afinidades com o cliente! Este é um equivoco muito baixo nível! Se você quer se apaixonar e etc., faça outra coisa, não romantize o seu trabalho.

Acredite, é possível ter transas sensacionais sem precisar abrir mão do profissionalismo aferido no pagamento pela companhia bela, educada e devassa oferecida. Cliente que não aceita isso está lhe faltando com respeito, dispense. E você se falta com respeito quando transa de graça com cliente. Não precisa cobrar antecipado e nem cronometrar o tempo, mas não desmereça o seu oficio.

  1. O diploma serve apenas para constituir uma espécie de valor mercantil do saber. Isto permite também que os não possuidores de diplomas acreditem não ter direito de saber ou não serem capazes de saber. Todas as pessoas que adquirem um diploma sabem que ele nada lhes serve, não tem conteúdo, é vazio. Em contrapartida, os que não têm diploma dão-lhes um sentido pleno. Acho que o diploma foi feito precisamente para os que não o têm.

Cláudia de Marchi

Sobre o autor:

Cláudia De Marchi, codinome Simone Steffani, blogueira desde 2007, advogada desde 2005, pós-graduada e ex-professora universitária e agora, colunista do Belas61. Fui uma mulher excelente em relacionamentos amorosos sérios e péssima em aceitar o comodismo de quem acha que “eu te amo” é titulo translativo de propriedade.

2 Comentários

  1. Michele 14 de fevereiro de 2017 at 12:39 - Reply

    sensacional , adorei o texto !

  2. Walcir Rodrigues 24 de novembro de 2016 at 11:38 - Reply

    Cláudia,
    Parabéns pela audácia de “romper paradigmas” extremamente arraigados, numa pseudo Sociedade Machista; é deveras interessante conhecer pessoas que tem um “valor intrínseco” a altura de poder olhar de frente e se valorizar como Mulher, numa Sodoma Financeira que virou Brasília.
    É muito interessante ver que vc escolheu o “feudo imperialista” do Sabe com que está falando ???, para mostrar que sou Eu quem está falando !!! E essa Sou Eu, é tão bem resolvida no particular , que se coloca de forma aberta, franca, consciente, consistente a ponto de mostrar que nesta “profissão” tem pessoas como vc, que provam que os valores morais hão que ser respeitados, não pelo ato em si, mas sim pela atitude !!! Mas a frente vc vai se perguntar: Valeu a pena ??? Sempre vale a pena, se a alma não é pequena (Fernando Pessoa). Como meus respeitos, Walcir Rodrigues

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